segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Voluntários: os agentes transformadores da sociedade

Vivemos em uma realidade onde todas as atenções estão voltadas para o acumulo de capital e os problemas sociais são quase sempre tratados pelo Estado com menor importância do que os econômicos. A sociedade divide-se, basicamente, entre os que detêm o poder monetário e os que vendem sua força de trabalho para esses.
Nesse contexto, quando falamos em trabalho, pensamos logo em dinheiro. Normal, pois é por meio desse que garantimos nosso sustento e conquistamos nossa independência financeira, por exemplo. Entretanto, há um tipo de trabalho que não se encaixa nesse perfil: o voluntário.
É o voluntariado que sustenta as organizações do Terceiro Setor, que surgiram como uma forma de tentar suprir a incapacidade do Governo de atender às necessidades básicas dos cidadãos. Os voluntários agem como “agentes transformadores” que doam parte de seu tempo e conhecimentos em prol das causas sociais, sem receber qualquer tipo de remuneração para isso.
Sendo assim, o que leva essas pessoas a quererem prestar esse tipo de serviço? A grande maioria se diz motivada pela oportunidade de ajudar ao próximo, sentir-se útil para a sociedade e com isso manter viva a sua esperança de um mundo melhor. “O que me faz querer trabalhar como voluntária é a vontade de ajudar alguém que realmente necessita”, disse Maria Aparecida Pereira de Menezes, 50, voluntária da Special Olympics Brasil- organização que promove atividades esportivas para deficientes mentais.
Foto: Raphaela Bacic
Fontes:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/lea13.htm
http://www.voluntarios.com.br/brasil.htm
Rapha entrevista: Ruy Carneiro
Ruy Chaves Carneiro, 27, é um dos principais atletas da Special Olympics Brasil, organização que promove atividades esportivas para deficientes mentais. O jundiaiense foi diagnosticado como autista aos 3 anos de idade e começou a praticar tênis com 11. Além disso, foi um dos primeiros esportistas do projeto PEAMA- Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas- de sua cidade. Recentemente, representou o Brasil nos Jogos Mundiais de Verão, que ocorreu em Shanghai (China), em outubro de 2007, e no 1° Panamericano de Tênis Special Olympics, realizado em Jundiaí, em julho deste ano. Nas duas competições o atleta garantiu 4 medalhas, sendo uma de ouro e uma de prata na categoria “simples” (essa última foi conquistada na China), 1 de ouro na “individual” e uma de prata na “dupla”. Hoje, Ruy representa uma referência para os atletas especiais que desejam ingressar no Tênis.Tivemos a oportunidade de bater um papo com o atleta, que se mostrou uma pessoa tímida, tranqüila e de poucas palavras. A entrevista você confere abaixo:
Ruy, como é seu dia-a-dia? Você estuda?
Estudo sim, entro na escola às 8h e saiu às 12h.
E como é a rotina de treinos?
Treino todas as terças e quintas, das 11 às 12h.
Fora isso, você faz alguma outra atividade?
Faço desenho, ciclismo, natação e musculação.
Quantos anos você tinha quando começou a jogar tênis?
Comecei a praticar tênis em 1992, quando tinha 11 anos.
De todos os campeonatos que já participou, qual foi o mais marcante na sua vida?
O mais marcante foi o mundial de Shanghai, na China, que foi realizado no ano passado.
Por quê?
Porque, nesse campeonato, fui vice-campeão na categoria “dupla”.
Qual será a próxima competição internacional em que você representará nosso país?
Fui convidado para representar o Brasil no 2° Panamericano de tênis que ocorrerá no México, em agosto do ano que vem.
Quais são as pessoas que mais te apóiam em sua carreira?
A Teresa e a Thaís, que são minhas treinadoras, e minha família.
Para finalizar: tem alguma dica que você daria para um atleta especial que está começando a jogar tênis agora?
Tem que amar o esporte que pratica e se dedicar muito aos treinos.
Foto: Raphaela Bacic
sábado, 27 de setembro de 2008
Entrevista com PVC
Encontramos o PVC, neste sábado, em um curso de Jornalismo Esportivo, do qual participamos e ele era um dos palestrantes. Tivemos a oportunidade de conversar um pouco com ele e a entrevista você confere abaixo:
Como você define o Paulo Vinicius Coelho?
Essa pergunta é muito ampla. Como jornalista, eu posso dizer que sou um cara apaixonado pelo que faço. Acho que se tem alguma diferença no meu trabalho é devido a isso.
Desde quando você se interessa por futebol?
A primeira vez que fui a um estádio de futebol eu tinha 5 anos. Foi um jogo entre Portuguesa e Juventus, meu avô, que era luso, me levou. Acredito que antes disso eu já me interessava, mas foi a partir dali que comecei a gostar mesmo. Lembro que, quando era menino, jogava bola e na minha cabeça centroavante e artilheiro eram sinônimos. (rs) Isso quando tinha 5/6 anos, com 14 eu já sabia que queria ser jornalista esportivo.
Qual a sua avaliação a respeito do curso de Jornalismo da UMESP?
É difícil falar sobre isso hoje, porque eu saí da Metodista em 1990. Já se passaram 18 anos, então fica difícil fazer uma avaliação sobre ela. O que posso dizer é que, enquanto eu estava lá, percebi muita gente que se decepcionou, por imaginar que ao chegar lá encontraria um ‘grande centro de conhecimento’. Eu nunca tive esse tipo de relação com a faculdade, ela pra mim era um meio de se chegar ao mercado de trabalho. Não fui pra lá pensando que aprenderia tudo que nunca tinha aprendido. Isso foi positivo, porque fez com que eu não tivesse nenhum tipo de desencanto.
Você acha que a Metodista te preparou bem para o mercado?
Eu acho que sim. Mas, se dependesse exclusivamente da minha passagem pela faculdade, acredito que não sairia preparado, pois não tive muitas aulas práticas. O que me ajudou foi o fato de eu ter começado a trabalhar já no primeiro ano da faculdade, fazendo alguns ‘freelancers’ para jornais pequenos de Santo Amaro. No segundo ano, passei a fazer reportagem em um jornal pequeno, mas de circulação semanal. Cheguei a cobrir, nesse ano, a eleição Municipal de São Bernardo do Campo. Então, o fato de estar trabalhando me preparou bem para o mercado de trabalho.
Você sempre quis ser jornalista? Se não fosse, o que seria?
Com 14 anos eu já queria ser jornalista esportivo. Mas, por ser muito tímido, sempre escutava que não podia ser jornalista. Além disso, me diziam que com jornalismo eu não ganharia dinheiro. Isso atrasou minha decisão. Cheguei a pensar em fazer Ciências Sociais, Direito, Psicologia, até decidir, com 17 anos, que faria de fato Jornalismo.
PVC, você é conhecido como uma verdadeira "enciclopédia do futebol". Como adquiriu tanto conhecimento?
Conhecimento você não adquire. Eu gosto disso. Gosto de ser reconhecido como uma ‘enciclopédia’ e gosto de futebol, que é o fundamental. Eu não vou ler para as pessoas acharem que sou uma ‘enciclopédia’, vou ler porque eu gosto de futebol. No meu momento de folga, eu vou ler futebol e dessa forma você aprende. Sem contar que, quando eu era criança, gostava de ler sobre as histórias dos clubes. Além disso, quando era moleque e vi o Guarani jogar, em 1978, memorizei sua formação. Já quando você tem 39 anos não memoriza igual. Não porque sua memória seja pior, mas sim porque você tem outras preocupações. Porém, acredito que a paixão pelo futebol deve ser preservada, pois ela me ajuda a relacionar fatos e isso acaba acumulando informação.
E como é para você lidar com essa fama?
Só tem uma coisa que eu tenho de manter, que é tentar sempre ser a mesma pessoa. Tem dado certo, espero que continue assim. (rs)
Muitos dizem que seu conhecimento sobre a parte tática do futebol supera o de muitos treinadores (rs). Já passou pela sua cabeça seguir os passos de João Saldanha e virar técnico?O Saldanha foi técnico do Botafogo antes de ser comentarista, virou jornalista e, só depois, foi técnico da Seleção Brasileira. Eu sou jornalista. Minha relação com a tática é a de um moleque apaixonado por futebol, mas é uma relação de jornalista. Eu telefono pra técnico, converso com jogador, eventualmente, a fim de confirmar ou desmentir o que estou observando, para poder passar a informação. O objetivo da minha observação tática é a informação.
Muitos estão criticando a seleção brasileira. Como você analisa o trabalho do técnico Dunga? Você acredita que uma mudança de técnico resolveria os problemas da seleção?
Acho o Dunga inexperiente para função que exerce, no período em que exerce, porque a Seleção Brasileira passa por um momento de renovação e esses períodos sempre foram complicados para ela. Foi difícil com o Evaristo, Lazaroni, Parreira, Luxemburgo, Zagallo, em todos os momentos de renovação a seleção teve altos e baixos. O Dunga está pegando um período como esse, então, se você mudar o técnico, terá problemas do mesmo jeito. Mas a questão do Dunga é outra, ele é inexperiente e não tem muito ‘jogo de cintura’. Porém, ele melhorou nesse segundo aspecto, as coletivas dele estão mostrando isso, ele está mais brando. Eu não teria o Dunga como técnico, talvez o Autuori fosse uma boa opção.
Para nós, estudantes de Jornalismo que pretendem seguir na área esportiva, você é um exemplo. Qual dica você nos daria para que possamos, no futuro, nos tornar jornalistas esportivos de respeito como você?
Trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar,... (rs)
Você acredita que desde agora devemos nos focar mais na área do esporte ou não?
Quando eu era moleque ouvia dizer que era difícil entrar no mercado de trabalho. Então, eu deveria estar preparado para trabalhar onde tivesse oportunidade, tinha de estar antenado sobre tudo. Isso significa que você tem que se preparar pra ser jornalista e torcer pra sorte te jogar pro lado que você quer. O princípio do Jornalismo Esportivo é o princípio do Jornalismo, você tem de apurar, checar a informação. Se você quer trabalhar com esportes, tem que focar em tudo e dar um pouquinho de preferência ao esporte.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Leandro Mota no VII Encontro de Jornalismo da UMESP
Após participar do 1º dia do VII Encontro de Jornalismo da UMESP, Leandro conversou um pouco com a gente a respeito do jornalismo esportivo. Sobre a participação da mulher nesta editoria, o repórter diz estar aumentando. “Na minha equipe de estagiários tinha uma mulher e dois homens, no grupo seguinte também. Enfim, é quase uma mulher empregada por ano. Está crescendo!”, disse Mota. Outro assunto abordado por ele foi o prazer que envolve trabalhar com esportes. Isso, na opinião do jornalista, compensa os baixos salários da área. “Vale a pena”, completou.
Leandro Mota comentou conosco, também, sobre a rotina na CBN. Segundo ele, o clima do local onde trabalha é bem descontraído. “Temos mesas de Ping-Pong e futebol de botão para jogarmos nos intervalos. Antes de irmos pra Pequim, fizemos até um campeonato de Winning Eleven, do qual eu fui vice-campeão”, conta o repórter.
“Um conselho que dou a quem pretende atuar na cobertura esportiva: não se concentre apenas na área do esporte, pois, no começo, dificilmente poderá escolher.” Foi o que disse Mota aos estudantes de Jornalismo, com quem conversou após a palestra.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Até quando?
Até quando crianças e torcedores comuns terão que continuar se privando de ir ao estádio assistir a um jogo de futebol por medo da violência?
Hoje em dia, a grande maioria dos pais de família tem receio de levar seus filhos ao campo devido aos constantes atos de violência das torcidas organizadas. É bem verdade que, do ponto de vista visual, essas uniformizadas apresentam nos estádios um verdadeiro espetáculo composto por músicas e coreografias de incentivo ao seu time. Entretanto, muitos desses “gritos” incitam a violência contra torcedores adversários, gerando um clima de “guerra” nas arquibancadas. Isso, por sua vez, pode levar a um confronto violento entre as torcidas, o que, quase sempre, acaba em muitos feridos e, até mesmo, mortos.A reação dos torcedores organizados é muito influenciada pelo resultado e pela maneira como a partida se desenrola. Porém, as ações de vandalismo cometidas por esses não podem ser justificadas pelo placar do jogo, pois, na grande maioria dos casos, os confrontos entre torcidas uniformizadas ocorrem com data e horário marcado, sem que haja uma razão específica para tal embate. Para esses torcedores, o simples fato de o outro torcer por uma equipe diferente da sua é motivo suficiente para que esse apanhe ou, em alguns casos, seja morto.
A questão torna-se ainda mais absurda quando o confronto é entre duas torcidas organizadas de um mesmo clube, porque, nesse caso, qual é a justificativa? São, justamente, episódios como esse que me fazem crer que o futebol não passa de um pretexto para a ação de alguns criminosos, que não respeitam a liberdade de escolha do outro e suas respectivas vidas.E, enquanto grupos como esses continuam freqüentando os estádios, nós, torcedores comuns, permanecemos em nossas casas, reféns do famoso “Pay Per View”, e perdemos o melhor do espetáculo: a emoção de estar nas arquibancadas.
Créditos das Fotos:
Foto 1: Photo Bucket. com
Foto 2: Globo Esporte
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Nada de grave: Dentinho é liberado para os treinos
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